Em julho de 1941, três prisioneiros conseguiram escapar do campo de concentração de Auschwitz. Como represália pela fuga, o comandante do campo escolheu aleatoriamente dez prisioneiros para trancar em uma cela subterrânea sem luz, água ou comida, onde permaneceriam até morrer. Ao tomar conhecimento de que um deles, Franciszek Gajowniczek, tinha mulher e filhos, o padre polonês Maximiliano Maria Kolbe voluntariou-se para assumir o lugar do prisioneiro, pois já era idoso e não tinha mais ninguém dependendo dele no mundo. O padre morreu após mais de 20 dias. Gajowniczek foi salvo. E estava presente no Vaticano quando, 41 anos depois, o papa João Paulo II canonizou Kolbe.

Também em julho de 1941, no distrito de Minsk, durante a invasão alemã à URSS, o comandante do campo de concentração local fez 45 judeus cavarem suas próprias covas. Quando o trabalho terminou, as vítimas  foram amarradas e atiradas nelas, e os homens da SS ordenaram que 30 russos cobrissem as covas com terra para que os judeus fossem enterrados vivos. Os russos se recusaram. Armados com metralhadoras, os alemães atiraram e mataram as 75 pessoas.

Acho encorajador que, diante de uma crueldade quase inconcebível e de consequências terríveis, ainda exista algum ato de humanidade capaz de ser maior do que todo o terror perpetrado. Só queria tornar essas histórias menos anônimas.