Há tempos eu não via o Grêmio jogar dentro de um estádio que fica em cima de uma falha tectônica. O combo chuva + frio + gramado tratado à base de festas rave fez com que o tricolor enfrentasse o Godoy Cruz no que deve ser a atmosfera encontrada em Plutão. Mesmo um ato simples como parar de correr exigia que os jogadores aprendessem movimentos novos, e a percepção geral era a de que a partida acontecia naquela cena de A Origem onde Christopher Nolan transforma Paris em um cubo mágico. Diante de tal cenário, é uma surpresa feliz que o chute do Ramiro aos quarenta segundos de jogo não tenha sido subitamente interrompido por alguma erupção vulcânica. O típico gol de sorte.