O relógio marcava 27 décadas do primeiro tempo quando Fernandinho, emulando Derice e Yul e Junior*, correu os 100m rasos em menos de 10 segundos e demoliu as redes adversárias. Quase 15 minutos depois, Luan entrou na área provocando choque anafilático na defesa do Lanús e completou encobrindo o goleiro e o talento do Messi. A partir daí, tudo virou demência alcoólica e descontrole, qualquer armadilha do acaso sendo desarmada pela lucidez assustadora do Arthur. Na minha cabeça cheia de sinapses embriagadas, o apito final do juiz e o abraço a desconhecidos na Goethe ocorreram praticamente na mesma hora, o longo rio do tempo se tornando basicamente uma piscina de 50 litros onde tudo era condensado e resumido e acumulado e concentrado e embolado e martelado ao redor de uma única palavrinha: tri.

*quem viu o filme lembra que Sanka era só o piloto, não corria, por isso está ausente da lista.