Em uma daquelas complexas narrativas não-lineares, o Grêmio entrou em campo aos 45 do segundo tempo e com o Barcelona a meros ÁCAROS da classificação, um buraco de minhoca futebolístico que obrigou a equipe gaúcha a fazer concorrência à SpaceX em cada jogada e apostar na estratégia de parecer assustada. Somente após cerca de 65 minutos de 45 do segundo tempo, um gol à la loca do Barcelona e uma latinha de cerveja desbravando o esôfago é que os 10 jogadores tricolores e o Ramiro se deram conta do que estava acontecendo. A partir daí, e apesar da parcialidade do árbitro Roberto Tobar Caicedo, o time sofreu um daqueles ataques súbitos de sobriedade (quem já ficou bêbado conhece) e levou a partida numa boa, inclusive com Jael quase empatando o jogo, evento que certamente derrubaria o estádio e as leis da probabilidade. Recuos acidentais do Edílson à parte, quando o apito final soou o Grêmio estava na sua quinta final de libertadores e eu senti que não poderia fazer outra coisa: abri uma latinha de cerveja.