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Category: Peliculosidade (page 1 of 21)

Vale a Pena Fazer de Novo #2 | A Liga Extraordinária

Recapitulando: a ideia dessa série é resgatar das trevas boas propostas cinematográficas que foram aniquiladas por estúdios/cineastas dementes. O pontapé inicial foi sobre 300.

A Liga Extraordinária

(The League of Extraordinary Gentleman, Stephen Norrington, 2003)

Qual é a moral?
É a Liga da Justiça intelectual. Para impedir a ameaça de um misterioso inimigo chamado de O Fantasma, o aventureiro Allan Quatermain (As Minas do Rei Salomão) reúne um grupo de personagens de clássicos britânicos, incluindo Mina Harker (Drácula, de Bram Stoker), Capitão Nemo (20.000 Léguas Submarinas), Dr. Jekyll/Mr. Hyde (O Médico e o Monstro), Rodney Skinner (O Homem Invisível – com um nome diferente por problemas de direitos autorais), Dorian Grey (O Retrato de Dorian Grey) e Tom Sawyer (As Aventuras de Tom Sawyer. Que não é um clássico britânico, mas está lá porque o patriotismo americano não tem limites (do ridículo)).

O que deu errado?
De forma bem concisa, podemos dizer que: tudo. The Legue of Extraordinary Gentleman é um tratado impecável sobre cair de cara no chão, fracassando miseravelmente desde os CGIs caricaturais até a maquiagem vilipendiosa, desde a trama inconsistente e metralhada de furos até os diálogos de biscoito da sorte, desde as cenas de ação narcolépticas até desenlaces catastróficos. É tanta coisa reunida de forma tão errada que devem ter igrejas por aí encarando o filme como um sinal da chegada do próximo anticristo.

Mas por que outra chance?
Porque é uma ideia brilhante, daquelas que gritam “clear!” e colocam o desfibrilador no peito da criatividade para reanimar ela. As graphic novels que o filme adapta (risos) são simplesmente geniais, tornando as personagens tridimensionais ao manter todo mundo de acordo com as personalidades, crenças e motivações dos livros de onde saíram – sem esquecer de construir uma trama repleta de reviravoltas, onde o mistério resulta em desfechos intensos e surpreendentes. Além disso, humor britânico.

Crítica | Liga da Justiça quer muito ser grandioso (mas não é)

Em certo momento de Liga da Justiça, Bruce Wayne comenta que o mundo precisa do Superman porque ele é o mais humano dos dois, já que se instalou na Terra, arranjou um emprego, tinha uma namorada, discutia assuntos irrelevantes na internet etc. E é sintomático que, mesmo com dois filmes dedicados ao azulão, um personagem precise explicar verbalmente porque o rapaz é mais humano: com exceção da Mulher-Maravilha, todos os personagens da DC são desprovidos de personalidade, como se existissem apenas enquanto um recipiente para superpoderes. O Superman desse universo não é o Superman, ele é um borrão voando no céu.

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Vale a Pena Fazer de Novo #1: 300

A ideia dessa série é a) finalmente bater o recorde de “série com mais de uma postagem no blog” e b) trazer produções que, ao contrário da maioria dos remakes, realmente mereciam uma nova chance na telona.

300

(idem, Zack Snyder, 2006)

Qual é a moral?
Xerxes, rei da Pérsia e uma versão medieval do garoto dono da bola que exige que todos passem para ele ou não tem jogo, chega até a Grécia e gentilmente pede a submissão dos gregos. Lêonidas, rei de Esparta e o rei da birra, diz que não e leva sua guarda de 300 soldados até o desfiladeiro das Termópilas, onde a superioridade numérica do contingente persa não vale nada porque os caminhos são estreitos e as lutas são em câmera lenta.


O que deu errado?
300 é menos uma história e mais um conjunto de cenas que foram feitas para aparecer no trailer. É um desfile de soluções fáceis, eventos óbvios, diálogos tão explícitos que talvez o MLB tente censurá-los em algum momento, atuações sofríveis, coreografias monótonas, trilha completamente deslocada, masturbação de câmera lenta, mise-en-scène derrotada, decupagem patética. Até a narração em off consegue chafurdar na lama do fracasso (não só o texto, mas também a produção em si da voz), fazendo com que o filme atinja novos níveis de demência. Salva-se de leve a fotografia, e olha que ela não conta porque foi simplesmente escaneada da graphic novel que o filme adapta (risos).


Mas por que outra chance?
Porque 300 de Esparta, a graphic novel que deu origem ao filme, é uma obra brilhante. Envolvente. Cinematográfica, apesar de tudo que a produção cinematográfica fez para mostrar o contrário. Qualquer diretor minimamente alfabetizado em histórias tira dali um daqueles filmes épicos que fazem o espectador sair do cinema querendo comprar uma espada. Repleta de momentos inesquecíveis, personagens interessantes e uma cuidadosa construção de clímax (em certos momentos, dá para sentir o vento soprando nos desfiladeiros), a graphic novel merece uma versão cinematográfica à altura. É um crime deixar tal obra à mercê da paródia anêmica que a Warner Bros. nos empurrou goela abaixo.

Crítica | Dunkirk tira coelhos grandiosos da cartola

Christopher Nolan é um rebelde. Na época de ouro do streaming, quando ficar em casa vendo séries no Netflix é não só aceitável como cool, o diretor aparece e despeja uma proza técnica tão colossal que jamais deveria ser lançada fora dos cinemas, pois qualquer tela caseira que tenha a ousadia de abrigar o filme provavelmente vai acabar explodindo.

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Crítica | Em Ritmo de Fuga é um filme de encher os olhos (e os ouvidos).

O cinema é uma mídia visual. É sempre melhor mostrar as coisas do que informar as coisas. Por exemplo: se o personagem X falar que o protagonista é o motorista mais insano que já apareceu no universo, o espectador vai receber a informação sem que ela tenha um grande impacto; agora, se trocar o diálogo pela sequência inicial de Em Ritmo de Fuga (Baby Driver), o protagonista pode aparecer depois CAVALGANDO UM CARRO e o espectador vai aceitar a situação perfeitamente.

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Diálogos em Chamas #1 – A Rede Social

A ideia dessa série, que provavelmente vai se esfacelar com o tempo igual a outras (p.ex.: Crônicas da Wikipédia), é pegar alguns diálogos certeiros de filmes e espremer eles até sair uma quantidade boa de suco de significados.

Começando com A Rede Social porque, bem, é A Rede Social, e porque aquele diálogo inicial onde Mark e Erica conversam sobre os clubes de Harvard revela muito do que virá:

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Trailer da Liga da Justiça DEBULHADO

Há duas semanas, a Warner Bros lançou o trailer do esperado, aguardado, antecipado, desejado, almejado e ansiado filme da Liga da Justiça, que estreia ainda em 2017. Passei esse tempo todo debruçado sobre o vídeo, catando as referências e pistas ocultas que o diretor Zack Snyder escondeu nesses dois minutos e trinta e dois segundos, e entrego aqui para vocês o relatório DEFINITIVO sobre o trailer (recomendo assistir primeiro):

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Edição Frenética #4

Pergunte-me Tudo

pergunte me tudo

É uma daquelas comédias dramáticas que acabam não sendo nem comédia nem drama, até trazendo em cena assuntos cômicos e dramáticos interessantes, mas sem conseguir evoluir os tópicos para torná-los genuinamente engraçados ou dramáticos, o que não deixa de ser engraçado (ou dramático). nota 3 Leia Mais

Edição Frenética #3

Descompensada

filme descompensada

Direção: Judd Apatow

Como a maioria dos filmes do Judd Apatow, Descompensada foi mergulhada no potinho de agradável cinismo adulto antes de ir ao forno. Segue a premissa meio padrão de comédias românticas, mas Apatow consegue levar as coisas um pouco mais longe, seja ao se aproximar mais de sua intensa protagonista, seja ao mostrar ela vomitando em uma sala de cirurgia. Se estivesse no Netflix, certamente teria uma tag do tipo “Diversões melancólicas e otimistas” – embora “LeBron James em chamas” ou “boomshakalaka” fossem mais pertinentes. nota 4 Leia Mais

Crítica | Capitão América: Guerra Civil finalmente traz um tempero à Marvel

[crítica SEM spoilers. Leia aos goles] Cansados de ver as incursões dos Vingadores resultarem em tragédias como destruição, mortes e A Era de Ultron, os governos do mundo, possivelmente mancomunados com Zack Snyder e a DC/Warner, decidem criar um acordo para supervisionar as ações dos marvetes (só os heróis, e não os fãs, infelizmente). O Capitão América decide ir contra a iniciativa porque bros before govs, mas Tony Stark resolve apoiar o governo e daí, tal qual os trinta minutos que precedem uma partida de futebol no fim de semana, cada um tenta angariar simpatizantes para o seu lado antes do início da contenda.

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