Melhor que Nada - Ou pior que tudo

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Edição Frenética #3

Descompensada

filme descompensada

Direção: Judd Apatow

Como a maioria dos filmes do Judd Apatow, Descompensada foi mergulhada no potinho de agradável cinismo adulto antes de ir ao forno. Segue a premissa meio padrão de comédias românticas, mas Apatow consegue levar as coisas um pouco mais longe, seja ao se aproximar mais de sua intensa protagonista, seja ao mostrar ela vomitando em uma sala de cirurgia. Se estivesse no Netflix, certamente teria uma tag do tipo “Diversões melancólicas e otimistas” – embora “LeBron James em chamas” ou “boomshakalaka” fossem mais pertinentes. nota 4 Leia Mais

Notas de um hipocondríaco #1

Dia desses tive uma situação de pressão alta. Era segunda-feira, uma dessas segundas-feiras tão segunda-feira que no domingo já dá para sentir o cheiro de cocô. Dor de cabeça, uma dorzinha na nuca e a constante sensação de estar com gás hélio na cabeça me levaram a ir até a academia na hora do almoço para medir a pressão. 14×8. Nada alarmante. O dia passou, o trabalho seguiu e, ao final do expediente, voltei lá para uma nova aferição: 15×9. Subiu, mas, ainda assim, nada de alarmante.

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A meditação gelada

Desconheço técnica de meditação que seja mais relaxante, divertida e eficiente do que tirar pedrinhas de gelo da forma. Sim, encher tal recipiente nunca é fácil e poderia ser parte de uma gincana ou de uma atividade de dinâmica de grupo, mas é um preço pequeno a se pagar. Quando você tira aquele conjunto de quadrados sorridentes do freezer, os gelos organizados, aquela harmonia geométrica, e força as mãos em direções contrárias para liberar as pedras, ouve-se um barulho que é quase uma textura, como se você estivesse delicadamente destacando pedaços de cristais. É aí que começa.

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As 3 Chicagos das férias passadas

Cidades são como pessoas ou pastéis de rodoviária: a gente nunca sabe como vão nos afetar. Quando surgiu a oportunidade de ir para Chicago assistir a dois shows do Pearl Jam, a primeira coisa que me bateu foi uma ausência de impressão geral sobre a cidade. Chicago? Não é icônica como Nova Iorque, Londres, Buenos Aires, Paris, São Francisco etc. Não parece fazer parte do inconsciente coletivo. Não se tem uma imagem mental de Chicago formada na cabeça sempre que a cidade é mencionada. Mas algo que eu aprendi nesta viagem: deveria ter.

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O que eu aprendi sobre alguns esportes das Olimpíadas

Pólo Aquático

polo aquatico

Descobri que pólo aquático é o esporte mais emocionante do mundo, afinal, angústia é uma emoção também. É uma atividade que demanda tanto esforço para fazer qualquer coisa, de avançar com a bola contra os adversários até ficar parado, que só olhar mais de seis minutos de partida já me deixa exausto. Cada pequeno movimento exige o deslocamento de alguns litros de água e força para mover esses litros e pernas sacolejando em sincronia e nariz acima do líquido, e sempre há no mínimo um pequeno movimento a ser feito. Mesmo os profissionais parecem passar cada segundo de jogo despendendo a força necessária para estrangular uma montanha. É comovente. Nem imagino o trator psicológico que deve ser o dia a dia de uma pessoa que escolhe começar a jogar pólo aquático “só por diversão”. Leia Mais

Edição Frenética #2

Decisão de Risco

Decisão de Risco

Direção: Gavin Hood

Decisão de Risco é uma obra que caminha por aí com um machado enferrujado destinado a amputar certezas absolutas. Acompanhando uma missão americana para capturar terroristas no Kenya, o longa aborda todas as esferas da operação (generais, pilotos de drone, agentes de campo etc.) sem piedade nenhuma, esbofeteando qualquer instância da hierarquia militar com a necessidade de tomar decisões diante dessa grande roleta russa moral que é a vida. Complexo, intenso, inteligente, devastador, uma pequena obra-prima. nota 5

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Selfies estão matando pessoas

A Wikipédia tem uma lista de acidentes e fatalidades advindos de selfies. A causa mortis não é a foto em si, claro, e sim coisas como quedas acidentais e disparos acidentais de armas – no caso, os assassinos aqui são, respectivamente, a distração e a falta de coordenação. Acredito que um pouco de azar também faça parte da receita.

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Por que as pessoas querem ser famosas?

Esse é um daqueles mistérios inquietantes da humanidade, junto com a real identidade do assassino de Kennedy ou o desespero inimaginável que levou alguém a secar um tomate pela primeira vez. Entendo que uma pessoa vá atrás de uma carreira cuja consequência seja a exposição pública, e entendo até que tal pessoa eventualmente se divirta com isso (é o que Noel Gallagher faz), mas o que realmente atira minha mente em uma panela e liga o fogo a 200ºC é quem acorda de manhã, olha para os lados e solta um suspiro triste pensando “como eu queria ser famoso”.

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Edição Frenética #1

Victoria

victoria filme

Direção: Sebastian Schipper
Ainda que escale um Evereste técnico (se o diretor de fotografia não enlouqueceu no processo, merece uma medalha de Honra ao Mérito), é no desenrolar natural e intenso da história que Victoria serve aos espectadores um XIXO de envolvimento, empatia e tensão. Além disso, o que a atriz Laia Costa faz é coisa de se constar em livros de história. nota 5

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E se for apenas um esporte?

A vitória do Cleveland Cavaliers sobre o Golden State Warriors, no crepúsculo da temporada da NBA, no desbravamento de algo inédito (nenhum time havia conseguido uma virada após estar perdendo no número de jogos por 3 a 1 (os playoffs do basquete são disputados no esquema “melhor de 7″, assim como, aparentemente, a série Transformers no cinema)), essa vitória épica trouxe à tona os comentários de que “é mais do que um esporte”. Tal afirmação não é nova, e inclusive tenho visto ela com frequência se referindo ao primo de hemisfério corpóreo oposto ao basquete, o futebol. Uma forma de tentar conferir a grandiosidade necessária ao ocorrido.

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