Melhor que Nada - Ou pior que tudo

Menu Close

O que eu aprendi sobre alguns esportes das Olimpíadas

Pólo Aquático

polo aquatico

Descobri que pólo aquático é o esporte mais emocionante do mundo, afinal, angústia é uma emoção também. É uma atividade que demanda tanto esforço para fazer qualquer coisa, de avançar com a bola contra os adversários até ficar parado, que só olhar mais de seis minutos de partida já me deixa exausto. Cada pequeno movimento exige o deslocamento de alguns litros de água e força para mover esses litros e pernas sacolejando em sincronia e nariz acima do líquido, e sempre há no mínimo um pequeno movimento a ser feito. Mesmo os profissionais parecem passar cada segundo de jogo despendendo a força necessária para estrangular uma montanha. É comovente. Nem imagino o trator psicológico que deve ser o dia a dia de uma pessoa que escolhe começar a jogar pólo aquático “só por diversão”. Leia Mais

Edição Frenética #2

Decisão de Risco

Decisão de Risco

Direção: Gavin Hood

Decisão de Risco é uma obra que caminha por aí com um machado enferrujado destinado a amputar certezas absolutas. Acompanhando uma missão americana para capturar terroristas no Kenya, o longa aborda todas as esferas da operação (generais, pilotos de drone, agentes de campo etc.) sem piedade nenhuma, esbofeteando qualquer instância da hierarquia militar com a necessidade de tomar decisões diante dessa grande roleta russa moral que é a vida. Complexo, intenso, inteligente, devastador, uma pequena obra-prima. nota 5

Leia Mais

Selfies estão matando pessoas

A Wikipédia tem uma lista de acidentes e fatalidades advindos de selfies. A causa mortis não é a foto em si, claro, e sim coisas como quedas acidentais e disparos acidentais de armas – no caso, os assassinos aqui são, respectivamente, a distração e a falta de coordenação. Acredito que um pouco de azar também faça parte da receita.

Leia Mais

Por que as pessoas querem ser famosas?

Esse é um daqueles mistérios inquietantes da humanidade, junto com a real identidade do assassino de Kennedy ou o desespero inimaginável que levou alguém a secar um tomate pela primeira vez. Entendo que uma pessoa vá atrás de uma carreira cuja consequência seja a exposição pública, e entendo até que tal pessoa eventualmente se divirta com isso (é o que Noel Gallagher faz), mas o que realmente atira minha mente em uma panela e liga o fogo a 200ºC é quem acorda de manhã, olha para os lados e solta um suspiro triste pensando “como eu queria ser famoso”.

Leia Mais

Edição Frenética #1

Victoria

victoria filme

Direção: Sebastian Schipper
Ainda que escale um Evereste técnico (se o diretor de fotografia não enlouqueceu no processo, merece uma medalha de Honra ao Mérito), é no desenrolar natural e intenso da história que Victoria serve aos espectadores um XIXO de envolvimento, empatia e tensão. Além disso, o que a atriz Laia Costa faz é coisa de se constar em livros de história. nota 5

Leia Mais

E se for apenas um esporte?

A vitória do Cleveland Cavaliers sobre o Golden State Warriors, no crepúsculo da temporada da NBA, no desbravamento de algo inédito (nenhum time havia conseguido uma virada após estar perdendo no número de jogos por 3 a 1 (os playoffs do basquete são disputados no esquema “melhor de 7″, assim como, aparentemente, a série Transformers no cinema)), essa vitória épica trouxe à tona os comentários de que “é mais do que um esporte”. Tal afirmação não é nova, e inclusive tenho visto ela com frequência se referindo ao primo de hemisfério corpóreo oposto ao basquete, o futebol. Uma forma de tentar conferir a grandiosidade necessária ao ocorrido.

Leia Mais

O som da academia tocou Adele e o que ele fez a seguir vai restaurar sua fé na humanidade

Ele continuou fazendo os exercícios. Terminou. Tomou banho e foi almoçar em um buffet no shopping. Voltou ao trabalho. Saiu um pouco mais tarde porque tinha coisas a organizar para segunda-feira. Passou no supermercado. Comprou pão, frios, pizza congelada e um molho para fazer com ravióli. E cerveja.

Breves comentários sobre os últimos livros que li #4

sherlock holmes

Sherlock Holmes – Volume 1

(Sir Arthur Conan Doyle)

Sou o feliz dono de um box com as obras completas do segundo maior detetive da história (cof, Poirot, cof), o que trabalha não apenas a mente, como também o corpo (dá para fazer supino com esse box). O Volume 1 agrega os romances Um Estudo em Vermelho (que eu já tinha lido), O Sinal dos Quatro e a coleção de contos As Aventuras de Sherlock Holmes.

As deduções que o detetive de cachimbo tira do seu chapéu são obviamente estarrecedoras, o que era de se esperar, mas me chamou muito a atenção a inventividade do Conan Doyle ao fugir da trama básica “assassinato-investigação-explicação” e criar assaltos, sumiços, ameaças e toda sorte de mistérios para fugir da repetição. Além disso, há uma atmosfera britânica muito forte que eu acho simplesmente sensacional – comportamentos tipo comer o jantar que ficou pronto para depois resolver as questões, ou a tranquilidade com que Holmes fala coisas “Watson, leve sua arma, pode ser que seja útil”, dão um charme com sotaque à narrativa.

Leia Mais

Onde tento entender Clube da Luta 2

Acho que não havia outro jeito, mesmo: a continuação de uma obra tão redonda, tão seminal quanto Clube da Luta jamais poderia ser uma simples história. Não dá para ficar indiferente à proporção que a coisa tomou (existiram/existem clubes da luta no mundo real) e certamente não dá para uma sequência ter um impacto tão grande quanto a religião niilista certeira que Tyler promoveu. Aliás, Tyler: como um dos principais pilares de Clube da Luta era o soco no estômago da publicidade e da cultura pop (“somos criados para pensar que seremos astros do cinema ou rockstars“), a presença de pregador da verdade que Tyler Durden assumiu não poderia passar despercebida por esse critério. Seria preciso um novo Tyler para falar do velho Tyler, o que, convenhamos, não seria massa.

Leia Mais

A antitragédia do futebol

O futebol é, de certa forma, composto por tragédias. Conquistas são eternas, mas a dor muitas vezes marca com mais força – os Brasils de 50 e 82, por exemplo, são mais conhecidos que os Brasils de 58, 62, 70, 94 e 2002. Todos sabem que a Laranja Mecânica perdeu em 74 e 78, mas ninguém se lembra que a Holanda levou a Euro em 88. A Hungria é até hoje definida pela geração que revolucionou e perdeu o futebol em 54. As cabeçadas certas de Zidane na bola em 98 são sombra da sua cabeçada no Materazzi em 2006.

Leia Mais

© 2016 Melhor que Nada. All rights reserved.

Theme by Anders Norén.